Do momento em que me olhas nos olhos,
Da primeira carta que li, do primeiro beijo roubado e do segundo oferecido.
Da cama onde descansa o meu corpo vazio, da morada onde habito e do nome por que me conhecem,
Das horas nocturnas, da luz solar e dos entretantos,
Dos passos que dou, dos que queria ter dado e dos que, com certeza, darei,
Dos sons que ouço em meu redor, dos produzidos por mim e ouvidos por seja quem for,
Das palavras escritas a toda a hora em todas a horas,
Deus dos meus sentimentos, mas minhas necessidades e das minhas paixões,
Deus imutável,
Deus das pequenas coisas,
Deus das coisas normais.
...escrevo no meu velho caderno porque preciso escrever, nele liberto a besta interior e os meus pensamentos são livres de existir...
És o Deus das pequenas coisas:
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